
Solenidade realizada no Salão Nobre da Reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA) iniciou as comemorações do centenário de nascimento de Roberto Santos nesta segunda-feira, 14 de setembro. O evento reuniu acadêmicos, representantes políticos, entidades da área de saúde e da sociedade civil, e familiares do homenageado.
O homenageado, Roberto Figueira Santos (1926-2021), se formou em Medicina na UFBA em 1950. Foi governador da Bahia (1975-79), presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq, 1985-86), ministro da Saúde (1986-87) e deputado federal (1995-1999). Filho de Edgar Santos (1894-1962), fundador e primeiro reitor da UFBA, na Universidade, atuou na clínica médica, professor, pesquisador e reitor (1967-1971).
A mesa do evento foi composta pelo reitor da UFBA, João Carlos Salles; a reitora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Adriana Marmori; a reitora em exercício da Universidade Senai-Cimatec, Josiane Barbosa; o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (Secti), Edson Porto; o presidente da Academia Baiana de Ciências, Manoel Barral Netto; o presidente da Academia de Baiana de Educação, Astor Pessoa; o presidente da Academia de Medicina da Bahia, Cesar de Araújo Neto; e o presidente da Academia de Letras da Bahia, Aleilton da Fonseca.
João Carlos Salles destacou o compromisso de Roberto Santos para com a universidade pública. "Ele tinha a capacidade de conjugar duas virtudes: inteligência e caráter. É porque ele tinha uma inteligência sutil que ele identificava virtudes institucionais e atuava sobre elas", afirmou o reitor.
A motivação de Roberto Santos estava além dos diversos trabalhos que realizou, afirma Cristina Santos, docente de Direito da UFBA e filha do homenageado. "No seu olhar, as políticas públicas voltadas a esses temas deveriam ter por finalidades a inclusão e a redução das desigualdades sociais", afirmou.
Santos realizava pesquisas avançadas na Bahia na década de 1950, foi um formador de pesquisadores e criou a Academia de Baiana de Ciências. "A vida que celebramos foi mais rica em ciência do que se costuma contar", disse Barral Netto. Para Adriana Marmori, "Roberto Santos foi essencialmente um acadêmico".
Ciência, ensino e saúde pública foram as escolhas de Roberto Santos, em vez de caminhos mais confortáveis, segundo Araújo Netto. "Nele havia uma compreensão muito clara de que o conhecimento somente alcança sua verdadeira grandeza quando é colocado a serviço da sociedade", disse Netto. Essa característica é "um dos fios condutores de sua vida", afirmou Josiane Barbosa. Segundo Edson Porto, Santos "ainda adolescente, teve a inspiração do que seria na vida: um cuidador de gente".
Quando na presidência da Academia Baiana de Educação, de 2004 a 2008, "Roberto Santos apoiou o programa de formação de professores, destacando o sentido das licenciaturas", revelou Astor Pessoa. Outra atuação importante de Santos ocorreu na Academia de Letras da Bahia, onde trabalhou pela preservação da memória documental. "No seu pensamento e nas suas ações havia uma compreensão firme, e profundamente baiana, de que ciências e letras não se opõem", disse Aleiton da Fonseca.
A organização do centenário de Roberto Santos é uma parceria entre UFBA, Uneb, Academia de Ciências da Bahia, Academia de Letras da Bahia, Academia Baiana de Educação, Academia de Medicina da Bahia, Federação das Indústrias do Estado da Bahia, Senai-Cimatec, Fiocruz e Secti.