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Políticos e sociedade se mobilizam em defesa das Instituições Federais de Ensino da Bahia

Manifestações contra os cortes na Educação

Parlamentares baianos somam-se a milhares de estudantes, professores e técnico-administrativos em defesa das Universidades e Institutos Federais que tiveram grande parte de seus orçamentos bloqueados pelo governo federal. Os cortes comprometem sobretudo recursos destinados ao pagamento de despesas como consumo de água, energia e telefone, pagamento de pessoal terceirizado, entre outras.

Na próxima segunda-feira, 13 de maio, a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) realiza Ato em Defesa das Universidades Federais, Institutos Federais e da Educação e Democracia, a partir das 10 horas, no auditório Jornalista Jorge Calmon, no Centro Administrativo da Bahia. Antes, o reitor da UFBA João Carlos Salles participa do encontro dos parlamentares da bancada baiana com os reitores das universidades e institutos federais do Estado, às 08:30 horas, na Antessala do Gabinete do Reitor.

Ato acontece no dia 13 de março, às 10 horas, na Alba A principal pauta do ato é a decisão do Ministério da Educação (MEC) de cortar 30% da verba destinada às instituições – em alguns casos, como o da UFBA, os valores bloqueados atingem quase 40% do orçamento anual. João Salles ressalta a gravidade dos cortes em um orçamento que já está combalido por não considerar a expansão da universidade e nem a inflação dos últimos anos.

“A universidade está sob ameaça”, constata o reitor, que confirmou novos bloqueios no orçamento da universidade, que juntos somam mais de R$ 50 milhões de recursos indisponíveis, o que deverá comprometer o fornecimento de serviços básicos e, portanto, o próprio funcionamento da Universidade.

O Ato na Alba é proposto pela deputada Olívia Santana. “As Universidades e Institutos Federais são um patrimônio da Bahia, um ativo estratégico de produção de conhecimento, promoção da cidadania, formação intelectual e ganho de produtividade, tecnologia e inovação para o nosso mercado de trabalho”, destaca a parlamentar.

A iniciativa conta com o apoio da Associação dos Professores Universitários da Bahia (Apub), do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das Universidades Públicas Federais no Estado da Bahia (Assufba), da União dos Estudantes da Bahia (UEB), da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da Associação dos Ex-alunos da UFBA (Aexa).

Os números revelam a dimensão social da UFBA, que tem 37.985 estudantes matriculados em 105 cursos de graduação e 7.045 estudantes matriculados em 136 cursos de pós-graduação (54 doutorados e 82 mestrados). A UFBA está entre as 20 universidades líderes em produção de conhecimento avaliadas pela Capes e é destaque no ranking de avaliação da Times Higher Education (THE), da revista inglesa Times - 10ª brasileira e 30ª da América Latina entre 1.250 universidades de 36 países; e no ranking universitário da Folha de São Paulo - 14ª melhor entre 196 universidades brasileiras em 2018.

Na última segunda-feira, 06 de maio, a comunidade acadêmica se reuniu e levou milhares de pessoas às ruas em uma caminhada da Faculdade de Educação até a Reitoria da UFBA, que recebeu um abraço simbólico. Políticos, artistas, representantes dos movimentos sociais e membros da sociedade civil compareceram à manifestação para denunciar os cortes no orçamento das universidades federais.

No dia seguinte, 07, um grupo de vereadores de Salvador visitou a UFBA e se reuniu com o reitor para expressar a sua solidariedade e mobilização contra as medidas do governo federal que atingem as universidades. Estiveram presentes o presidente da Câmara, Geraldo Júnior, Aladilce Souza, Edvaldo Britto e Marcos Mendes.

No encontro, Salles agradeceu o apoio e alertou para mensagens falsas e depreciativas sobre as universidades que lamentavelmente têm circulado nas redes sociais, ao que tudo indica, impulsionadas por robôs.

Edvaldo Britto afirmou que está preocupado com o futuro das universidades públicas e prevê que as instituições deverão enfrentar muitas dificuldades em razão da falta de recursos financeiros. Ele disse observar uma comoção geral na sociedade diante do corte na Educação e assegurou que vai lutar junto com a UFBA para reverter essa situação.

“Estivemos na UFBA para colocar a Câmara à disposição para lutar pela reversão do corte de investimentos feito pelo governo federal. Fomos numa comitiva de vereadores de diferentes partidos e nos reunimos com o reitor João Carlos Salles e com o vice-reitor Paulo Miguez. #UFBA”, declarou a vereadora Aladilce Souza em sua conta no twitter após o encontro.

No dia 02, a parlamentar apresentou à Câmara Municipal de Salvador uma moção de repúdio contra o corte de verbas da UFBA. “É preciso que todas as forças políticas se posicionem e pressionem!”, disse. “Mais um ataque à Educação. A UFBA terá sua verba cortada pelo governo federal por motivo de perseguição política. É um crime contra a Bahia e mais um ato autoritário, fascista e inescrupuloso. Vamos lutar para reverter esse absurdo”.

Ao final do encontro, o grupo de parlamentares reafirmou “Somos todos UFBA”.